domingo, 24 de junho de 2012


Diretriz Doutrinária

Diretriz Doutrinária

O Espiritismo ou Doutrina dos Espíritos ou ainda Doutrina Espírita é o conjunto dos ensinamentos ministrados pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec, com bases científicas, de conotações filosóficas e de conseqüências religiosas, ético-morais e comportamentais.

O vocábulo ESPIRITISMO, neologismo criado por Allan Kardec, compreende esses ensinamentos, que constituem as Obras Básicas da Codificação Kardequiana: “O Livro dos Espíritos” (18 de abril de 1857), “O Livro dos Médiuns” (1861), “O Evangelho segundo o Espiritismo” (1864), “O Céu e o Inferno” (1865), “A Gênese” (1868), e ainda, as acessórias: “O que é o Espiritismo” (1859), “Viagem Espírita em 1862” , os 12 volumes da “Revista Espírita” ( 1858 a 1869) e “Obras Póstumas” (1890), sendo os adeptos do Espiritismo, denominados ESPÍRITAS ou ESPIRITISTAS.

O Espiritismo tem por postulados básicos: 1) a certeza da existência de Deus, na visão cósmica de que Deus é: Inteligência Suprema, Causa Primária de Todas as Coisas” e o Pai, que Jesus, nos ensina, reverenciando, 2) a Imortalidade da Alma: que se expressa na pré-existência, existência, sobrevivência dos espíritos, 3) nas Vidas Sucessivas ou Reencarnação, 4) na Comunicabilidade dos Espíritos com os Homens ou Mediunidade, 5) na Pluralidade dos Mundos Habitados, que estabelece a Solidariedade dos diversos mundos e a Relação entre os seres.

A Doutrina dos Espíritos tem por principio fundamental o respeito a todas as crenças, sem, no entanto, ter vínculo com cultos materiais ou exteriores, de origem nativa ou primitiva de quaisquer continentes, fetichismo, crenças, seitas, magismos, orientalismos, misticismos, igrejismos, religiosismos, rituais que resultem de quaisquer formas de sincretismo religioso, por se constituir tal Doutrina em religião social, de essência, dinâmica, oriunda do Cristianismo do Cristo, tendo por missão resgatar aquele Cristianismo, primitivo e puro, assumindo-se como Cristianismo Redivivo.

O Espiritismo não é responsável pelo uso indevido da mediunidade para fins ilícitos e comerciais, uma vez que tem como norma, para todas as suas atividades, o “DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES”, recomendado por Jesus, rejeitando quaisquer formas de profissionalismo espírita.

Na Doutrina Espírita: “Estamos defrontados com uma tarefa urgente: desentranhar o pensamento vivo de Allan Kardec dos princípios que lhe constituem a codificação doutrinária, para desentranhar o pensamento vivo do Cristo, dos ensinamentos contidos no Evangelho”. Longe de negar ou destruir o Evangelho, o Espiritismo confirma, explica e desenvolve tudo quanto Jesus de Nazaré disse e fez, tornando mais claras certas passagens que pareciam inadmissíveis, bem como reconhece que a vivência de seus ensinamentos é o objetivo a ser atingido pela humanidade.

Só há um Espiritismo, o que foi codificado por Allan Kardec, não existindo, portanto, diferentes ramificações ou categorias, como “alto” ou “baixo” Espiritismo, “Espiritismo de Mesa”, “Linha Branca”, ”Espiritismo Elevado”, “Espiritismo Kardecista”, “Kardecismo”, “Espíritas Kardecistas”, “Kardecistas” ou outras desse gênero.

O CONSELHO ESTADUAL ESPÍRITA DE UNIFICAÇÃO DO MOVIMENTO ESPÍRITA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, CEEU, interpretando os postulados básicos da Doutrina dos Espíritos – para a qual o verdadeiro culto é o interior – esclarece que no Espiritismo não se adota a prática de atos, uso de objetos e cultos exteriores, tais como:

  • Exorcismos;
  • Sacrifícios de animais e muito menos de seres humanos;
  • Rituais de iniciação de qualquer espécie ou natureza;
  • Promessas, despachos, riscaduras de cruzes, pontos ou hábitos materiais oriundos de quaisquer concepções religiosas ou filosóficas;
  • Rituais e encenações extravagantes de modo a impressionar o público;
  • Talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos, escapulários, breves ou quaisquer objetos semelhantes;
  • Confecções de horóscopos, exercícios de cartomancia e astrologia, jogo de búzios ou práticas similares;
  • Administrações de sacramentos como batizados e casamentos, concessões de indulgências, sessões fúnebres ou reuniões especiais para preces particulares, seja a encarnados ou desencarnados, nas chamadas reuniões da saudade; (A Doutrina não se coaduna a nenhum tipo de exclusividade, nem comporta atavismos);
  • Pagamentos e ou contribuições de quaisquer naturezas por benefícios prestados;
  • Atendimentos de interesses materiais para “abrir caminhos”;
  • Danças, procissões e atos análogos;
  • Hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas;
  • Atribuições de Títulos Convencionais, como Presidente de Honra ou Honorário, assim também cargos vitalícios;
  • Paramentos, uniformes, ou roupas especiais;
  • Altares, imagens, andores, ou objetos materiais;
  • Incenso, mirra, fumo, velas, bebidas ou substâncias alucinógenas;
  • Terapias alternativas ou convencionais, desde que descaracterizem o aspecto doutrinário das atividades dos Centros Espíritas, posto que os Centros Espíritas são os locais de divulgação e prática do Espiritismo, do Conhecimento Espírita, da Cultura Espírita e da Terapia Espírita, consagrada pelo Estudo Doutrinário, pelo Atendimento Fraterno Através do Diálogo, do Passe Espírita, da Água Fluidificada, da Prece e das Atividades de Desobsessão.
O Espiritismo não aceita e nem preconiza nenhuma forma de crendices, charlatanismos, embustes, superstições, simpatias, fórmulas mágicas, sinais cabalísticos, símbolos, objetos sagrados, cerimônias, uso de imagens, culto devocional a santos ou patronos, personalismos, formalismos, ou sobrenatural.
O CEEU (Conselho Estadual Espírita de Unificação do Movimento Espírita do Estado do Rio de Janeiro), por fim, só reconhece como legítimos Centros Espíritas as Instituições que vivenciam a Doutrina Espírita tal como está claramente definido nesta Diretriz.
APROVADA PELO CONSELHO ESTADUAL ESPÍRITA DE UNIFICAÇÃO DO MOVIMENTO ESPÍRITA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM REUNIÃO DE 30 de MAIO DE 2004.

Nenhum comentário:

Postar um comentário